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sábado, 14 de março de 2009

Naboer (2005)

Naboer, thriller de Pal Sletaune, diretor norueguês, é daquele tipo de filme em que diversas coisas cada vez mais bizarras vão ocorrendo, sem qualquer explicação coerente possí­vel. Naboer funciona muito bem.
Munido de uma frieza implacável e a focar na paranóia mais feroz, Naboer aproveita bem os elevados valores de uma produção conjunta da Noruega, Dinamarca e Suécia.
Após ser abandonado pela namorada, John é seduzido por duas belas jovens que moram no apartamento vizinho. Apesar de lindas, as meninas são estranhas e envolverão o rapaz num mundo de fantasias e perigosos jogos sexuais.
Estamos perante um thriller psicológico extremamente eficaz, a fazer lembrar um pouco a claustrofobia da época dourada de Polanski, mas também com o seu toque Lynchiano na cenografia, e ainda com a sexualidade doentia do Cronemberg.
Naboer é sobre a perda de controlo, o desejo e a obsessão. Perturbador e labiríntico, o filme transforma os cenários em personagens, o suspense é primoroso e a intensidade com que penetra a nossa curiosidade é avassaladora.
A história desenvolve-se lentamente. Pelas surpresas, pela maestria da direção, pela qualidade da fotografia, pelo arrojo gráfico da violência sexual que choca pela sua não gratuidade, é um ótimo passatempo. Como único defeito, uma duração demasiado curta (aproximadamente de 70 minutos).
Naboer é um filme extremamente eficaz, abusa de cores fortes no cenário e possui um roteiro confuso mas não estúpido. Não é fácil de digerir, pode irritar as cabeças menos pensantes toda a confusão de “portas ao lado".
Vale a pena com certeza! E se você quer assistir com legendas em português, o torrent está aí:

torrent