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sexta-feira, 7 de maio de 2010

Roswell (1994)

Eles o calaram há 30 anos. Mas agora ele precisa dizer a verdade. Novo México, 1947. Um major da força aérea investiga destroços de um disco voador encontrados por um rancheiro. Para sua surpresa, os seus superiores fazem de tudo para encobrir o caso, negando à imprensa e à população local informações sobre a descoberta. Os envolvidos são forçados pelo Pentágono a se calar. Trinta anos depois, apesar das pressões que recebe, o major investiga por conta própria o acontecimento e chega a conclusões surpreendentes, descobrindo que o que ele viu e ouviu não foi nada comparado com o que houve. Baseado em fatos reais.
Roswell, conhecido no Brasil como O Caso Roswell, é um filme americano feito para a TV. Dirigido por Jeremy Kagan, é baseado no livro UFO Crash at Roswell, escrito por Kevin D. Randle e Donald R. Schmitt a partir dos relatos de 200 testemunhas do incidente. Tem nota 6,0 no IMDb.
O que você está para assistir não é apenas mais um filme, é a retratação de um dos mais impressionantes fatos ocorridos até hoje: o Caso Roswell. Considerado o maior marco da Ufologia Mundial, o Caso Roswell foi o mais impressionante relato e a mais absoluta prova do encobrimento de OVNIs do mundo. O caso já faz mais de 60 anos e continua sendo referência no mundo inteiro.
Se você não estiver familiarizado com o assunto, Roswell vai colocar você no caminho certo, sem ter que ler toda uma pilha de livros sobre o tema. Se você já é um crente, esse filme vai tornar-se rapidamente um dos seus favoritos. Ao contrário de outros filmes que vão mais para o lado do terror, este é um suspense não convencional. O suspense não vem diretamente da ação, mas de descobrir o que aconteceu lentamente. Roswell passa longe do estilo Hollywood, algumas vezes chega a lembrar um documentário. Mostra como o acontecimento mudou a vida de todos os envolvidos na investigação, o manuseio das provas do incidente, assim como aqueles que foram testemunhas dele. Tanto do serviço militar, bem como os da população local. O filme usa sequências de flashback intrigantes para explicar os acontecimentos de 1947, em vez de mostrar apenas os eventos se desdobrarem.
A história move-se lentamente, tentando manter a credibilidade apesar da natureza da história, mas encerra com uma cena chave. A cena final entre Marcel e Townsend é muito agradável e se move muito rápido.
O resultado final é que o quadro pintado é bastante razoável e é um pouco mais crível, porque vamos buscá-lo pouco a pouco, adicionando ingredientes para fazer a coisa toda mais real. O filme não chega a descer do muro, e não toma uma posição. Acreditar ou não, fica por conta do espectador.
Roswell é um filme bem produzido e paga bem a homenagem à lenda, apesar de não ter recebido o crédito que merece. Tente vê-lo com uma visão imparcial sobre o evento e ver em que você acredita mais tarde.
Assista, você não vai se arrepender. Ainda mais com legendas em português, não? Só não esqueça: depois de baixar, continue semeando por um tempo, ok?

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quarta-feira, 13 de janeiro de 2010

The Mothman Prophecies (2002)

The Mothman Prophecies, ou A Última Profecia no Brasil, é uma produção americana dirigida por Mark Pellington que tem nota 6,5 no IMDb. O filme é baseado no livro homônimo do pesquisador John A. Keel, que relata fatos reais ocorridos na metade dos anos 60 envolvendo uma criatura conhecida como Mothman.
The Mothman Prophecies é um triller carregado de suspense que examina uma série de inexplicáveis acontecimentos através dos olhos - e da mente - de um homem, John Klein. John é um respeitado jornalista do Washington Post, que desesperadamente investiga as misteriosas circunstâncias que envolvem a morte da sua mulher Mary, e como poderão estar ligadas com estranhos fenômenos que se passam numa cidade onde vai parar sem saber como...
O Mothman (Homem Mariposa) é uma suposta criatura sobrenatural que, segundo relatos, apareceu em Charleston e Point Pleasant, entre novembro de 1966 e dezembro de 1967. Sua aparição está associada ao acontecimento de futuros desastres. Existem relatos de que a criatura foi vista nos dias que antecederam a vários acontecimentos trágicos no mundo.
A atração principal de The Mothman Prophecies é o diretor Mark Pellington, cujo trabalho antecessor foi o ótimo Arlington Road. Pellington sempre traz algo de novo, surpreendente, curioso e talvez assustador. Ele parece ser daqueles poucos diretores de Hollywood que esperam a oportunidade certa de fazer um bom trabalho.
The Mothman Prophecies é um suspense psicológico intrigante que explora um tema que sempre desperta uma inevitável atração, a existência de fenômenos sobrenaturais envolvendo misteriosas visões. E uma vez utilizando em sua trama uma adaptação de eventos reais acontecidos na década de 1960 na pequena cidade de Point Pleasant, o interesse na história torna-se ainda maior. O filme não tem sangue ou cenas fortes de horror, pois investe em elementos de suspense e tensão crescente, procurando dar forma às aparições do misterioso ser. E o roteiro consegue criar uma interação entre o espectador e o drama enfrentado pelo personagem John Klein, um jornalista bem sucedido cuja vida repentinamente desaba com a morte da esposa e depois com a sucessão de eventos de difícil compreensão que questionam sua própria sanidade.
Sem grandes efeitos especiais e contando com uma história inteligente e intrigante cheia de reviravoltas e detalhes que se complementam, The Mothman Prophecies estranhamente não foi bem nas bilheterias americanas, mas certamente é um grande entretenimento e um filme interessante que não desapontará os fãs do estilo. É o tipo de filme que vale a pena dar uma conferida. A lenda da criatura voadora é muito interessante. E assustadora.
Quer saber mais? Então não vacile, baixe logo porque o filme já vem com legendas em português!!!

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sábado, 17 de outubro de 2009

Arlington Road (1999)

Michael Faraday é um professor universitário especializado em terrorismo. Sua esposa, uma agente do FBI, morreu em um tiroteio. Vivendo nos subúrbios de Washington, Faraday começa a suspeitar de seus novos vizinhos, Oliver Lang e sua esposa Cheryl, que ele conhece após salvar o filho do casal, Brady, de um acidente. Inicialmente suas suspeitas baseiam-se em uma pequena mentira contada por Lang. Desconfiado de que há algo de errado naquilo, ele começa a investigar o seu passado para tentar descobrir quem são seus vizinhos e o que eles realmente pretendem. Estaria ele mexendo com o perigo real ou sua cabeça estaria imaginando coisas que não existem? A cada momento, o mistério se aprofunda e as perguntas aumentam - com Faraday sendo consumido pelo medo e pela paranóia. Existe mesmo uma conspiração sendo tramada na Rua Arlington? Arlington Road, chamado de O Suspeito da Rua Arlington no Brasil, é dirigido por Mark Pellington e sua nota no IMDb é 7,2. É um forte suspense contemporâneo sobre as terríveis verdades que se escondem nas aparências do dia-a-dia. Arlington Road vai manter você em grande tensão ao revelar como nós sabemos muito pouco sobre o mundo que nos rodeia...
Arlington Road tem, entre muitas qualidades, uma que se destaca além das demais: é um filme que exprime, em uma trama excitante e imprevisível, uma das paranóias norte-americanas mais comuns, que é a desconfiança geral e irrestrita, a crença de que não se pode confiar em ninguém que não seja parte da família. De alguma forma, o filme de estréia de Mark Pellington atinge um nervo vital da sociedade dos EUA, que é esse problema da desconfiança. Associada ao medo do terrorismo, essa característica faz do filme uma peça de valor mais abrangente do que o simples entretenimento.
É importante destacar que esse filme é de 1999, ou seja, de antes do atentado terrorista que destruiu o World Trade Center, em Nova York. Portanto, o roteiro que descreve com precisão o sentimento de impotência da sociedade americana diante do terrorismo tem um mérito ainda maior.
O bom elenco valoriza bastante o maior trunfo do longa-metragem, que é o roteiro inteligente e cheio de reviravoltas do também estreante Ehren Kruger, que depois escreveria o terror The Ring. Esse é um filme que vai lhe fazer pensar, e deixar com uma interrogação na cabeça mesmo depois da projeção.
Tem certos filmes de terror que não conseguem deixar o espectador tão tenso como este! Eis aí um filme que deixa qualquer um grudado no sofá, com os olhos esbugalhados e com um peso no peito quando os créditos anunciam o seu final. O ritmo do filme é marcante e seu desfecho deixa qualquer um boquiaberto. A versão lançada em DVD traz um segundo final para o filme.
Uma trama inteligente e surpreendente, com um final inesperado e impactante. Fantástico. Vale a pena ver.
Filmaço recomendadíssimo, que você pode conferir aqui com legendas em português!!!

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sábado, 5 de setembro de 2009

11:14 (2003)

A estrutura se assemelha à de Go e Pulp Fiction. Mas o enredo difere completamente. Desconhecido no Brasil, o cineasta norte-americano Greg Marcks estréia em longa-metragem com 11:14. Diretor e roteirista, recém-formado em cinema numa universidade da Flórida, havia feito antes apenas o curta Lector, em 2000. Com 11:14, de 2003, sua primeira incursão em longas, que no Brasil não passou pelos cinemas e foi direto para as locadoras, revela a vontade e a capacidade de propor uma narrativa pouco usual, mas sem maiores arroubos estéticos ou formais.
11:14 mostra uma série de eventos que convergem e acontecem inesperadamente às 11:14 da noite na pequena cidade de Middleton. Em seqüências inesperadas, as vidas de alguns moradores da cidade vão se envolvendo em cinco histórias diferentes que se desenvolvem ao redor de uma esperta, sexy - e instigante - adolescente. As coisas não param de acontecer fora do planejado por ela, com vários acidentes ocorrendo, jogando areia nos seus esquemas. Destaque para o elenco desta comédia dramática, com uma grande quantidade de nomes famosos presentes no elenco. Vai desde Patrick Swayze até a oscarizada Hilary Swank, passando pela talentosa Barbara Hershey e os jovens Shawn Hatosy e Colin Hanks (filho do ator Tom Hanks). Este é um daqueles filmes quebra-cabeças, com diferentes histórias paralelas que se entrecruzam até um final comum. Em uma pequena cidade, Jack está dirigindo e falando ao celular enquanto o relógio de seu carro marca 11:14. Ele atropela um homem. Depois de muito pensar no que fazer, ele coloca a vítima no porta-malas. Norma é outra motorista que passa pelo local e que acredita que o rapaz tenha atingido um veado; ela insiste em procurar o animal acidentado e acaba chamando a polícia. Quando o oficial Hannagan chega ao local, ele já está com dois outros detidos em sua viatura. Cansado de ler os diretos das pessoas e de executar toda a rotina da captura, ele leva Jack em cana sem muito discutir. Para um outro grupo de pessoas, esta noite também está sendo bem agitada. Entre elas, estão a balconista Buzzy, Cheri, que é filha de Norma, e uns adolescentes problemáticos. Com essas narrativas paralelas, o filme mostra do que algumas pessoas são capazes para salvar a própria pele e a das pessoas que amam. É uma fábula moral que mostra que nada de bom pode vir de atitudes erradas. O diretor e roteirista novato Greg Marcks vale-se para tanto de momentos cômicos e dramáticos.
A narrração é instigante. Os eventos não são improváveis, apenas bizarros, é isso o que torna as histórias interessantes. Há algumas tiradas de humor negro que funcionam.
Este filme tem boas críticas. Tem uma classificação de 7.3 no IMDB e é apelidado de inovador. No final das contas mostra-se uma produção que consegue entreter e deixar o espectador interessado. O filme não pretende fazer nenhum tipo de estudo de personagens ou analisar uma determinada situação do país, é um mero exercício de estilo do diretor, que resulta em um projeto diferente. É interessante acompanhar como as ligações entre os diferentes núcleos são estabelecidas, sempre apresentadas em poucos minutos, mas que se mostram bem satisfatórias.
Se você não acredita que desgraça pouca é bobagem, não perca a chance de ver esse filme! Com legendas em português, claro...

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segunda-feira, 31 de agosto de 2009

Falling Down (1993)

Falling Down, ou Um Dia de Fúria, como é conhecido no Brasil, é uma produção americana dirigida por Joel Schumacher. Com o roteiro escrito por Ebbe Roe Smith, o filme tem 7,5 no IMDb.
Avenidas congestionadas. O medo vive nas cidades. Nas lojas e restaurantes o cliente raramente tem razão. A pressão da vida nas grandes cidades incomoda qualquer um. Mas para Willian Foster, isso tudo é mais do que um incômodo. Preso em um engarrafamento num dia quente de verão, Foster tem uma espécie de colapso nervoso devido ao calor e ao estresse. Emocionalmente perturbado, decide abandonar seu carro no local e seguir a pé para a casa de Beth, sua ex-mulher, e da filha, sem sequer reconhecer que o seu casamento já acabou há muito tempo. Porém, no decorrer do trajeto ele é gradualmente envolvido pela violência das ruas de Los Angeles, um pesadelo urbano que se torna absurdamente engraçado e violento. Em seu caminho, Foster vai eliminando quem cruza seu destino. Para ele, chegou a hora de dar o troco. Prendergast, um policial em seu último dia de trabalho antes de se aposentar, arrisca sua vida para tentar detê-lo.
O filme é narrado em uma única e gigantesca montagem paralela: uma dia na vida desses dois homens comuns, cada um tendo que lidar com os problemas do cotidiano e com uma situação fora do comum. É interessante observar a simetria perfeita que Schumacher conseguiu imprimir aos dois personagens principais. Ambos estão presos no mesmo engarrafamento quando o longa-metragem começa, e se encontram também no mesmo lugar quando o filme termina, com uma cena alegórica muito bonita. O recheio é de primeira qualidade. Schumacher faz comentários sociais corrosivos sobre o fracasso do “sonho americano” e não perde a oportunidade de alfinetar os curiosos hábitos comerciais das lanchonetes norte-americanas, em uma das sequências mais satíricas do filme. Na verdade, a construção psicológica do protagonista é uma das mais interessantes vistas no cinema americano recente. Ele tem uma lógica perfeita e uma explicação racional para cada um dos atos tresloucados que comete. Essas justificativas se ancoram, sempre, em algum tipo de idiossincrasia típica da sociedade americana, como a obsessão por armas de fogo, o fenômeno das gangues formadas por latinos ilegais e a xenofobia. A trajetória do personagen, que se enreda cada vez mais profundamente em um abismo sem saída que não consegue perceber, é ao mesmo tempo angustiante e bem-humorada; poucos filmes ousam trabalhar nessa fronteira com a desenvoltura deste aqui. Falling Down se constitui como a melhor obra da carreira de Schumacher, bem como um pequeno e subestimado clássico do cinema dos anos 90.
Falling Down foi rodado durante os distúrbios ocorridos na cidade de Los Angeles, em 1992. Para quem não sabe, foi a guerra civil em que Los Angeles se meteu em 1992 após o espancamento do negro Rodney King por policiais brancos. O que mais impressionou na época foram as cenas da revolta: jovens negros tomaram o bairro de South Central. Berço de Hollywood e segunda maior cidade dos Estados Unidos, Los Angeles foi abandonada pela polícia, que temia pela reação (justificada) da comunidade negra após o espancamento e absolvição dos policiais brancos. Morreram 60 pessoas. Incrível, foi há apenas 17 anos...
Vale a pena ver de novo (ou conhecer) a saga de Foster, um cara comum em guerra com as frustrações do dia a dia... As legendas em português estão aí...

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sábado, 8 de agosto de 2009

Secret Window (2004)

Secret Window, ou Janela Secreta no Brasil, é uma produção americana dirigida por David Koepp, que também escreveu o roteiro. O orçamento de Secret Window foi de US$ 40 milhões, e tem nota de 6,4 no IMDb.
Um escritor bem sucedido de livros comerciais, Mort Rainey, está enfrentando uma crise pessoal após o fim de seu casamento e a separação de sua esposa adúltera, Amy, que o largou para ficar com Ted. Ele então decide se isolar numa cabana à beira de um lago em busca de paz, num belo local chamado Tashmore Lake. Mas não consegue escrever nada novo sofrendo de um bloqueio criativo por causa do divórcio traumático, utilizando a maior parte do tempo para dormir num sofá, num estado depressivo. Para complicar a situação, a aparente tranquilidade da cabana desaparece de vez quando um misterioso homem, John Shooter, um caipira vindo de Mississipi, surge subitamente e começa a atormentá-lo alegando que Rainey se beneficiou do plágio de um de seus melhores contos, que havia sido escrito vários anos antes, em 1997, e que somente o desfecho foi alterado. Diante disso, o estranho homem agora está exigindo uma reparação pública e indenização ou uma prova concreta do contrário num curto espaço de tempo de apenas 3 dias, pressionando de forma agressiva o escritor e demonstrando também possuir sinais de ser uma pessoa mentalmente perturbada e perigosa.
Envolvido involuntariamente num jogo mental de gato e rato, Rainey descobre ter mais astúcia e determinação do que jamais imaginou. Ao final, ele percebe que o evasivo Shooter talvez o conheça melhor do que ele conhece a si próprio.
O filme é baseado em um conto de Stephen King, o que mais uma vez comprova que as histórias do autor baseadas em personagens humanos, e não no sobrenatural, são aquelas que rendem os melhores filmes. Divertido é ver o filme imaginando que Mort Rainey, o escritor interpretado por Johnny Depp, é o próprio Stephen King.
David Koepp soube escolher muito bem a sua equipe técnica e conseguiu entregar um filme com características artísticas interessantes, movimentos de câmera muito bem planejadas e boa direção de atores. Secret Window evolui cada vez mais assustador, mas sempre mantendo a credibilidade. Mesmo quando pessoas começam a morrer, o espectador continua vendo coerência no roteiro conciso, quando qualquer outro diretor poderia se render ao exagero e ao absurdo. Um dos destaques do roteiro é deixar o espectador permanentemente na dúvida: afinal, Mort plagiou ou não a história de Shooter? Koepp acerta até ao criar situações de humor negro. Mas o mais curioso de Secret Window é o final surpresa, que poderá ser realmente chocante para alguns. A idéia é bem bolada e realmente faz sentido, sendo uma criativa conclusão para a trama.
Secret Window é um filme que realmente irá lhe render uma hora e meia de pura diversão e alguns bons sustos, além do bem bolado clima de mistério. Mesmo que não seja um novo clássico do gênero, nem tenha nada de tão espetacular, a produção é de excelente nível, com a direção segura e o roteiro perfeito de Koepp realmente prendendo o espectador do início ao fim, sem sustos gratuitos, situações absurdas ou reviravoltas forçadas. Uma verdadeira surpresa, que pode ser vista com legendas em português:

segunda-feira, 3 de agosto de 2009

Frailty (2001)

O talentoso ator Bill Paxton estreou na direção com um perturbador thriller de horror que trata de insanidade e o mal interior do Homem. Frailty (ou A Mão do Diabo no Brasil) entrou em cartaz nos cinemas brasileiros em novembro de 2002, com um roteiro assustador do estreante Brent Hanley.
O FBI está à procura de um perigoso serial killer, que se autoproclama como "Mão de Deus". Até que surge Fenton Meiks, um misterioso homem que afirma conhecer a identidade do assassino e deseja falar com o agente que lidera as investigações, Wesley Doyle. De início o agente não se mostra impressionado com a afirmação de Fenton, mas fica curioso com a história e pede maiores explicações sobre ela. Fenton conta que o assassino é seu irmão, passando a narrar através de uma série de flashbacks sua perturbadora infância nas mãos de um pai que acreditava que o filho estava numa missão divina que consistia em destruir demônios que habitam corpos humanos.
A Mão do Diabo teve seu título nacional escolhido de forma equivocada, pois seria melhor algo como “Fragilidade”, numa tradução literal do nome original, pois segundo os produtores o título foi justamente escolhido por tratar da “fragilidade da percepção humana” (no início da produção o filme iria se chamar “God’s Hand” e com a entrada de Bill Paxton no projeto passou para o definitivo Frailty). O filme é um excelente thriller que investe mais na sugestão, no horror psicológico e na perturbação interior dos personagens, para contar sua história de loucura e maldade, apostando bem menos na exibição de sangue propriamente dito e trazendo elementos que lembram o clima de suspense característico dos melhores filmes de Alfred Hitchcock. Podemos também notar similaridades com outros diversos filmes do mesmo estilo como por exemplo “O Iluminado” , “Psicose” ou ainda “A Inocente Face do Terror”. Os personagens de Fenton e Adam tiveram uma terrível experiência de violência em sua infância deixando marcas profundas na condução de seus destinos e de suas interpretações sobre fé e loucura, além dos conceitos básicos do bem e do mal. A forma com que o pai tenta colocar na cabeça dos filhos a sua verdade chega a comover, e o roteiro apela para a inteligência do telespectador.
O roteiro é muito interessante apresentando um clima sombrio e opressor envolvido em reviravoltas e surpresas, que mantém uma expectativa constante sobre o público à medida em que ocorrem os eventos.
Filmado em apenas 37 dias e com um orçamento modesto de US$ 11 milhões, Frailty é uma prova que um bom filme de horror não precisa de sangue e dinheiro com efeitos especiais, e mostra que Bill Paxton tem muito talento igualmente atrás das câmeras.
Este é um filme que vai mexer com seus nervos. Frailty é um filme aterrorizante, poderoso e provocador. Além de tudo, tem um final surpreendente...
E você já sabe: o filme com legendas em português está aí...

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domingo, 5 de julho de 2009

Dark City (1998)

O segundo longa metragem de ficção científica do diretor australiano Alex Proyas é a mais perfeita tradução de uma história em quadrinhos filmada, ambientada em um mundo estranho e sombrio... Dark City parece ser um dos film noir mais merecedores desse nome. Uma atmosfera visual cuidadosamente construída é um dos seus principais trunfos.
Em uma cidade em que é sempre noite, John Murdoch acorda em um quarto de hotel que ele não conhece, e descobre que está sendo procurado por uma série de assassinatos brutais. O problema é que ele não se lembra de ter cometido os crimes. Na verdade, a maior parte de suas lembranças simplesmente desapareceram. Talvez ele tenha enlouquecido. Ou talvez exista um motivo para essa estranha perda de memória. Perseguido pelo detetive Bumstead e contando apenas com a ajuda do Dr. Sehreber, Murdoch tem pouco tempo para descobrir o que está acontecendo com ele e com sua cidade. Por que é sempre noite? E por que ninguém pode lhe dizer como sair da cidade? Uma trama misteriosa e inteligente, que não vai deixá-lo esquecer deste filme por muito tempo.
Considerado por muitos como um dos filmes mais incomprendidos da década de 90, Dark City (ou Cidade Das Sombras, no Brasil) tem nota de 7,8 no IMDb. O filme tem um suporte visual muito forte, mas não é destituído de idéias e de conceitos. Dark City tem um claro embasamento filosófico, onde os seres e poderes fantásticos compõem uma trama que questiona a formação da identidade humana, tanto nos aspectos mais individuais como na construção de uma memória coletiva.
O filme tem fortes traços do expressionismo alemão, mostrando influências de obras como 'Metropolis'. Além de tudo foi referência para filmes como 13° Andar e Matrix (que inclusive teve algumas acusações de plágio, como você pode ver aqui).
Quer conferir a versão Director's Cut desse filmaço? Então não pense duas vezes, ele já vem com legendas em português...

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domingo, 14 de junho de 2009

Groove (2000)

Groove (A Festa Rave, no Brasil) é o trabalho de estréia do diretor Greg Harrison, exibido no Festival de Sundance de 2000.
Um grupo de jovens londrinos decide organizar uma festinha indoor num galpão abandonado na região portuária de San Francisco. Um escritor de manuais técnicos, David Turner, é convidado para a festa por seu irmão, Colin Turner, que planeja um grande surpresa para sua namorada, Harmony. Relutante, David concorda em ir, mas acaba ficando chocado com o que vê. Levados pela farra e orgia, David e Colin vivem uma noite que transforma suas vidas para sempre. Enquanto Colin planeja pedir sua namorada em casamento David terá idéias para escrever coisas nunca imaginadas antes.
Estamos no começo dos anos 90 e as festas do tipo, as famosas e incipientes raves, eram proibidas pelas autoridades e portanto rolavam na maior clandestinidade. Doidões, traficantes, amantes de música eletrônica e os adeptos pioneiros do movimento P.L.U.R. - “Peace, Love, Union and Respect” - desvendam o mapa secreto da festa para chegar ao local combinado e curtir a quebradeira electro-club que viria a inspirar as celebrações de PSY pelo planeta afora dali pra frente. De resto, pra incrementar a trama, rolam aquelas coisas normais que agitam toda festinha que se preza: mulheres tirando a roupa, overdose de drogas sintéticas, sexo explícito no chillout e uma invasão policial para estragar tudo.
San Francisco tem tradição histórica de ser o epicentro de várias subculturas. Depois dos gays, hippies e dos dot-comers, San Francisco é também a meca da música Techno e paraíso das raves. Greg Harrison resolveu tomar para si a missão pessoal de explicar para o resto do mundo o que acontece numa rave. Como frequentador da cena underground de San Francisco há anos, ele escolheu para seu primeiro filme um formato entre documentário e ficção. Sem a intenção de influenciar, moralizar ou fingir que o mundo underground é habitado somente por bons moços, Greg resolve contar a história de vários ravers em uma única noite. Não há personagens principais, mas figuras que quem frequenta as festas vai reconhecer. Há personagens óbvios como o DJ iniciante, a maria-pickup e a clubber profissional que passou as férias em Ibiza. Além, claro, dos clubber-kids com bichos de pelúcia. Vários DJs convidados e figurinhas reais da noite de San Francisco e da cena internacional também participam. Estes são os personagens que mostram o submundo rave, do insucesso ao sucesso de um DJ, da badtrip à gastação de uma primeira onda, do tédio existencial britânico à descoberta de novas possibilidades de entretenimento.
O filme promete ser interessante tanto para quem curte a cena quanto para quem a faz, então é só baixar e assistir com legendas em português (legendas que, apesar de não constar nos créditos, foram traduzidas com muito esforço por nosso colega Rafinha). E assista com volume alto, porque a trilha sonora detona!


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sábado, 30 de maio de 2009

Go (1999)

Durante a época do Natal em Los Angeles, Ronna Martin e Simon Baines trabalham em um supermercado. Ronna está com o aluguel atrasado e vai ser despejada, enquanto Simon está morrendo de vontade de ir para Las Vegas com três amigos. Desesperada para conseguir dinheiro, ela aceita cobrir o turno de Simon enquanto ele está fora. Surgem então Adam e Zack, dois atores de televisão que querem comprar 20 doses de ecstasy e dizem que usavam Baines como intermediário. Eles pedem a ela que consiga a droga. Ronna vê que é uma chance de entrar na jogada, intermediando a compra e assim ganhando o suficiente para não ser despejada, mas as coisas não saem como planejado. Essa não é apenas outra noite na vida desses personagens incomuns. Eles estão a ponto de embarcar numa louca viagem que só vai ter fim com o nascer do sol.
Inicialmente o roteirista John August havia idealizado Go para ser apenas um curta-metragem, mostrando a história de Ronna. Com a decisão de transformá-lo em um longa-metragem o roteirista resolveu então por inserir os trechos de Simon, para explicar o porquê dele ter ido a Las Vegas, e um com Adam e Zack, para mostrar quem eles eram.
Go, chamado de Vamos Nessa no Brasil, teve orçamento de US$ 6,5 milhões. Sua nota no IMDb é 7,3. Este alucinante sucesso do diretor Doug Liman celebra o estilo de Tarantino, apresentando uma vibrante trilha sonora e surpreendentes atuações.
A ação de Go se desenrola durante 24 horas. Partindo de uma noite de Natal em Los Angeles, a narrativa se divide em três segmentos, que são interligados de forma plausível. O filme não mergulha na violência gratuita – apesar de prestar tributo a Tarantino. O espectador é inserido no badalado cenário das raves, com direito a música eletrônica e droga. Viagens de ecstasy ainda rendem seqüências divertidas.
Curto, cheio de pérolas pop aceleradas na trilha sonora e boas sacadas do roteirista John August, Go é uma comédia com índice alto de adrenalina, que não deseja mais do que divertir a platéia, e o faz de maneira original e inteligente. É o típico filme de baixo orçamento que justifica cada centavo investido com energia, boas atuações do elenco e ótimas piadas. Para rir até rachar o bico. Quer assistir? Então aproveite, porque o filme já vem com legendas em português!

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domingo, 24 de maio de 2009

Maria Full of Grace (2004)

Maria vive numa pequena localidade ao norte de Bogotá, na Colômbia. É uma jovem corajosa, rebelde e cheia de vida. Mas como muitos em seu país, ela vive numa condição de miséria e exploração. Seu trabalho é tirar espinhos de rosas para exportação, tarefa entediante que obedece a regras rígidas. Através dele ela precisa sustentar sua família sozinha. Morando em uma vila antiga e em uma casa pequena ela acaba ficando grávida de um namorado que não ama. Certo dia, pouco depois de descobrir que está grávida, ela se envolve numa discussão e é demitida.
Com apenas 17 anos, Maria não consegue enxergar seu futuro. Num rompante de ousadia, ela desafia o mundo em que vive mas ao qual não pertence, e se embrenha numa aventura perigosa. Decidida a melhorar de vida e tentar a sorte na cidade grande, a jovem aceita a oferta de um conhecido: transportar heroína para Nova York em seu próprio estômago.
A realidade social colombiana é retratada neste filme através do relato de uma vida, a de Maria, que poderia ser a de muitos jovens colombianos que, perante a situação do país, procuram desesperadamente fugir da miséria em que se enterram. Maria Full of Grace mostra com uma honestidade desconcertante “o outro lado da moeda do sonho americano” e o que pessoas como Maria fazem para tentar resgatar sua dignidade e conquistar seus sonhos.
História intensa por sua própria natureza, Maria Full of Grace é narrado desde uma perspectiva solidária com sua protagonista. Passamos o filme todo torcendo por Maria, cientes de sua decência humana e querendo protegê-la das consequências de seus erros.
Falada em espanhol, Maria Full of Grace (Maria Cheia de Graça, no Brasil) é uma co-produção Colômbia/EUA que recebeu uma indicação ao Oscar de Melhor Atriz 2005. Maria é interpretada por Catalina Sandino Moreno, primeira colombiana indicada ao Oscar.
O roteirista e diretor Joshua Marston criou um retrato convincente do desespero provocado pela miséria. Fazer um filme sobre esta temática sem cair no melodrama ou em falsos moralismos não é tarefa fácil, mas Marston o consegue com uma história pungente e interpretações convincentes, sóbrias e contidas. Estes são alguns dos fatores que ajudam a explicar o fato deste filme ser um verdadeiro fenômeno em termos de crítica. Não é à toa que sua nota no IMDb é 7,6.
Quer conferir? Clique então para assistir com legendas em português!

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sexta-feira, 22 de maio de 2009

The Usual Suspects (1995)

Cinco bandidos são presos e "enfileirados" para identificação pela polícia de Nova York, acusados de roubar uma carga de armas. Um deles é um ex-policial que se virou para o crime no passado mas está tentando entrar na linha, outro é um aleijado que fala mais que o homem da cobra e, assim como os outros três, vive de pequenas traquinagens e maracutaias aqui e ali. Ao saírem da delegacia, os cinco unem suas forças num roubo infalível e, mais tarde, se envolvem numa jogada grande demais para a sua alçada, arquitetada por um chefão misterioso conhecido somente como Keyser Soze. Quando as coisas dão errado, o aleijado é o único que cai nas mãos da polícia, narrando os eventos que levaram o instável grupo de marginais até ali. Mas o delegado encarregado das investigações acha que falta algo no caso, que crie um elo que possa ser possível saber quem é Keyser Soze...
The Usual Suspects (ou Os Suspeitos, no Brasil) tem um excelente roteiro. É simplesmente fantástico o modo que a obra envolve as pessoas e as deixam intrigadas até a fantástica conclusão. Um dos filmes mais inteligentes já produzidos, apesar de confuso prende todos a tela. É impossível não reconhecer uma obra como essa. O filme é completado pela ótima trilha sonora, que contribui com o envolvimento das personagens com seus respectivos objetivos. The Usual Suspects é um filme brilhante, com grande elenco e excelente direção, além de um roteiro excepcional. A notoriedade e inteligência, que é seu ponto forte, fizeram com que o filme arrebatasse dois Oscar em 1996 (Melhor Ator Coadjuvante e Melhor Roteiro Original).
Bryan Singer estreou muito bem, fazendo sua obra-prima. Caiu nas graças de muita gente com este filme, um thriller narrado em flashback. Não há provavelmente melhor forma de se definir The Usual Suspects, uma obra que muitos incluem dentro de qualquer lista de melhores filmes de suspense e mistério de todos os tempos.
Excelente história com um roteiro primoroso, bons diálogos e com uma direção perfeita. Para quem gosta de filmes desse gênero, é imperdível! E o danado do filme está aqui, com legendas em português:

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segunda-feira, 4 de maio de 2009

Masters of Horror - Segunda Temporada (2007)

A segunda temporada de Masters of Horror mostra episódios que contam com a direção de nomes consagrados como Brad Anderson, Stuart Gordon, Ernest Dickerson, Peter Medak, Norio Tsuruta, Rob Schmidt e Tom Holland, além de Dario Argento, John Carpenter, Mick Garris, Joe Dante, John Landis e Tobe Hooper, que já dirigiram episódios da temporada anterior.
Apesar da primeira temporada da série não ter feito grande sucesso na TV norte-americana, a série ganhou uma segunda temporada, com alguns novos diretores e outros retornando, seja para continuar com assustadores episódios ou então para tentar uma nova chance.
O formato é o mesmo da primeira temporada, com 13 episódios de 60 minutos cada. Os temas são variados: demônios, psicopatas, vampiros, bruxas, abortos, eutanásia e até palhaços assassinos (!!!). Outros episódios também tratam do conflito eterno entre homem e natureza.
Baseado num conto de Clive Barker temos "Valerie On The Stairs", dirigido pelo criador da série Mick Garris. Já em "The Black Cat", Stuart Gordon faz uma semi-adaptação bastante interessante de um conto de Edgar Allan Poe.
O destaque fica para "Family", episódio do John Landis. É um episódio muito bom, apesar de fugir um pouco dos padrões da série. Harold Thompson é um serial killer meio Norman Bates, que está compondo uma família de esqueletos em sua casa, em um subúrbio americano bastante pacato. Um casal de jovens se muda para a casa da frente, e ele fica obcecado pela mulher.
Atenção especial também para o episódio “Sounds Like”, dirigido por Brad Anderson. Um supervisor de controle de qualidade que monitora os telefonemas de uma companhia desenvolve um senso de audição. Após a morte de seu filho essa habilidade se desenvolve monstruosamente a ponto de forçá-lo a tomar uma medida drástica para silenciar seu problema antes que fique louco.
Se você gostou da primeira temporada de Masters of Horror, não deixe de conferir essa segunda e derradeira temporada com legendas em português...

domingo, 3 de maio de 2009

Eternal Sunshine of the Spotless Mind (2004)

Charles Kaufman é um caso raro em Hollywood, onde o roteirista consegue chamar tanta atenção quanto as estrelas que atuam nos filmes em que escreve. Kaufman já havia escrito algumas obras-primas, como os magníficos roteiros de Quero Ser John Malkovich e Adaptação, mas em Eternal Sunshine of the Spotless Mind se superou.
Com direção de Michel Gondry, parceria que já tinha sido feita no menos conhecido "A Natureza Quase Humana", Brilho Eterno de Uma Mente Sem Lembranças teve orçamento de US$ 35 milhões.
Joel e Clementine formavam um casal que durante anos tentaram fazer com que o relacionamento entre ambos desse certo. Desiludida com o fracasso, Clementine decide esquecer Joel para sempre e, para tanto, aceita se submeter a um tratamento experimental, que retira de sua memória os momentos vividos com ele. Após saber de sua atitude Joel entra em depressão, frustrado por ainda estar apaixonado por alguém que quer esquecê-lo. Decidido a superar a questão, Joel também se submete ao tratamento experimental.
Para quem gosta de colocar rótulos nos filmes, Eternal Sunshine of the Spotless Mind é uma comédia dramática com pitadas de ficção científica, mas, principalmente, é uma história de amor. Só assim para definir este roteiro que mistura diversas influências e que faz rir (com inteligência), se emocionar (sem lágrimas fáceis) e pensar (muito). Quando você acha que está entendendo onde tudo aquilo vai dar, há uma reviravolta e a história muda de direção e até de estilo.
O estrelado elenco, que soma alguns bilhões de dólares nas bilheterias e também excelentes filmes, aceitou trabalhar por quantias bem mais baixas que o seu normal. Este tipo de comprometimento só acontece quando há a possibilidade de trabalhar com diretores conceituados, roteiros diferenciados, ou papéis completamente opostos ao que geralmente lhes é oferecido, mas que podem render atuações fortes e sérias chances na temporada de prêmios.
Quanto aos efeitos especiais - nota-se aqui a influência de um homem como Gondry que conhece bem o mundo dos videoclips e da direção artística - é interessante ver um filme utilizando de efeitos especiais que não sejam explosões ou carros voando pelos ares, principalmente porque todos os ótimos efeitos usados em Eternal Sunshine of the Spotless Mind são realmente necessários para que a história progrida. Juntando isso com a excepcional montagem, que vai ligando tudo de maneira brilhante e juntando cenas bem distantes em sua temporalidade com uma suavidade incrível, podemos dizer que a parte técnica está impecável. A fotografia é linda, realista, o que contrasta justamente com todo o mundo onde a história está se passando, e as músicas são bem bonitas e tocantes.
Existem várias maneiras de se contar uma história de amor, mas esta foi uma das mais originais. Quantos de nós já não desejaram ter a oportunidade que este filme oferece? Se você acabar com as lembranças, o amor acaba também? A memória dolorosa de qualquer experiência ainda é pior do que nunca ter experimentado a dor? Quem já não quis esquecer alguém do dia para noite?
Se alguém um dia teve um relacionamento que marcou sua vida, não tem como sair ileso depois de assistí-lo. É um filme tocante. Eternal Sunshine of the Spotless Mind é isso mesmo, uma grande reflexão sobre escolhas e destinos da vida.
As legendas em português estão junto com esse filmão! Tá esperando o que para assistir então?

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sábado, 2 de maio de 2009

Jacob's Ladder (1990)

Jacob é um ex-soldado no qual a Guerra do Vietnã deixou marcas profundas e irreversíveis. Constantemente Jacob vê seres estranhos ameaçando-o de morte, com suas lembranças do passado ao lado de sua família se misturando a alucinações desconexas de algo que aconteceu na guerra e que alterou radicalmente sua percepção da realidade. Contando apenas com o apoio de sua namorada Jezebel e de seu amigo Louis, Jacob tenta descobrir a causa verdadeira de seus delírios.
Jacob é um mistério que vai sendo revelado aos poucos. O filme, porém, é muito mais do que ele, e para compreender o que está se passando com a mente do sujeito é preciso saber “ler” as pistas enviadas pela exímia direção de Adrian Lyne. Os nomes bíblicos dos personagens (Jezebel, Gabriel, Sara, Paulo) informam ao espectador que há mais no quadro pintado pelo filme do que conseguimos ver. Mas o que seria esse mais? Como explicar as premonições, os fantasmas, as visões bizarras do protagonista? É tudo esquizofrenia ou há algum elemento sobrenatural por trás de tudo?
É difícil acreditar que Jacob's Ladder foi dirigido pelo mesmo homem responsável por “Flashdance” e “9 ½ Semanas de Amor”. Aliás, o roteirista Bruce Joel Rubin é o mesmo de “Ghost”. Não há dúvida de que ambos fazem, aqui, o melhor trabalho de suas carreiras. A concepção visual é rica, a trama é coerente e muito bem bolada, e o filme funciona como um todo, desde a abertura literalmente explosiva até o final impactante e melancólico.
Bruce Joel Rubin escreveu o roteiro de Jacob's Ladder nos anos 70 e durante anos tentou levá-lo às telas sem sucesso. Foi apenas quando o projeto chegou às mãos de Adrian Lyne que o filme realmente saiu do papel, com o diretor trabalhando com Rubin para reescrever o roteiro.
É um sombrio e inquietante thriller que ilustra à perfeição o modo como funciona uma mente esquizofrênica. O tema do trabalho do diretor Adrian Lyne é o tênue limite entre sonho e realidade. Toda a atmosfera do filme funciona no sentido de deixar a platéia no escuro. Lyne investe em um visual pesado, escuro e de poucas cores, para transformar o seu filme em uma espécie de pesadelo gótico inspirado por pinturas macabras de Francis Bacon. O longa-metragem investiga com perícia os limites entre o que é real e o que é ilusão.
Uma pena a péssima tradução do título para o português (Jacob's Ladder = A Escada de Jacó). Nada a ver com Alucinações do Passado.
Uma curiosidade: todos os quatro títulos da série de jogos Silent Hill contém referências ao filme Jacob's Ladder. Silent Hill gradualmente declina da normalidade estilizada e decai para o que parece uma lembrança próxima da estética visual do filme. E os monstros de Silent Hill, a maioria das vezes, aparecem com as mãos tremendo rapidamente de lado a lado, de um jeito anti-natural e bizarro, uma ligação direta com o estilo visual de Jacob's Ladder. Silent Hill 2 implica a noção da cidade ganhar aspecto de purgatório pessoal, outra similaridade com o tema do filme. Outra referência forte é no jogo Silent Hill 3, no qual se usa o nome Bergen Street para a estação de metrô onde Heather se encontra. A estação de Bergen Street é uma parte significante em Jacob's Ladder e o cenário se parece muito. Similarmente, o "Mundo do Metrô" em Silent Hill 4: The Room, que é surreal e tem saídas bloqueadas, parece muito com o filme.
Jacob's Ladder é o tipo de filme cujo final acende uma luz diferente sobre tudo o que veio antes. Acredite: depois de uma sessão de Jacob's Ladder, você vai querer rever o filme para tentar refletir sobre tudo o que viu. A experiência fará o filme crescer ainda mais para os amantes de tramas complexas e diferentes. Jacob's Ladder é um filme para guardar na estante.
E a doideira está aí, junto com as psicodélicas legendas em português!

sexta-feira, 1 de maio de 2009

The Thing (1982)

O filme de John Carpenter The Thing é considerado por muitos como o melhor filme de terror de todos os tempos….intenso, atmosférico, imaginativo e surreal. Mesmo sendo este um remake do filme de Christian Nyby, ‘The Thing From Another World’, de 1951. Mas isso não invalida o trabalho de John Carpenter, que se valeu basicamente da idéia de um ameaça alienígena descoberta no gelo glacial. E as semelhanças terminam aí.
No verão de 1982, um time de doze pesquisadores trabalha numa remota estação na Antártica e descobre um ser alienígena submerso na neve há mais de 100.000 anos. Descongelada, a criatura mutante sobrevive mimetizando corpos, substituindo-os por cópias perfeitas e levando em pouco tempo toda a base americana ao desespero em uma situação claustrofóbica e paranóica onde ninguém confia em ninguém. Como destruir um inimigo onde cada célula pode se transformar em um organismo independente ??
John Carpenter é o tipo de diretor que sempre causa controvérsia com seus filmes, senão pela temática abordada, então pelos resultados alcançados. Isso porque as opiniões sobre as produções desse cineasta conseguem oscilar entre extremos, sendo definidas por uns como clássicos e taxadas, por outros, como fracassos perfeitamente dispensáveis para qualquer expectador. Ao longo de sua carreira, dificilmente John Carpenter conseguiu arrancar elogios dos críticos cinematográficos, que sempre desprezaram o potencial e o talento desse diretor. Por outro lado, a maioria dos fãs dos filmes B de terror o consideram um mestre no gênero.
The Thing é uma produção que reúne elementos de ficção científica e terror no estilo mais sombrio requerido para um filme deste porte.
Batizado no Brasil como O Enigma de Outro Mundo, um título até bem escolhido, este filme enfrentou grandes dificuldades em seu lançamento nas terras do Tio Sam. Exibido nos cinemas norte-americanos em 1982, The Thing enfrentou uma forte competição com o lançamento quase simultâneo de ET- O Extraterrestre, o que fez com que beirasse o ostracismo. O filme foi considerado um fracasso de bilheteria, inclusive porque o diretor vinha de seguidos sucessos comeciais, como Halloween de 1978. Mas com o advento do home vídeo, CD e TV a Cabo, a produção foi revalorizada e tornou-se "cult".
The Thing é uma produção com muitas qualidades técnicas e criativas. No IMDB tem uma classificação de 8.1, o que é notável. Completamente claustrofóbico e com efeitos especiais excepcionais (estamos a falar de 1982), o filme realmente é bom, tem um argumento excelente e direção divina.
Esse é mais um daqueles clássicos que você não pode deixar de assistir! E as legendas em português vêm de sobremesa:

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quinta-feira, 30 de abril de 2009

Rules Of Attraction (2002)

Não se deixe enganar pelas aparências. Apesar de ter o astro de Dawnson's Creek como protagonista e ser rotulado como uma comédia dramática, Rules of Attraction (Regras da Atração) não tem nada a ver com o seriado de TV cheio de adolescentes inteligentes e românticos que falam demais e agem de menos. Pelo contrário. Os diálogos rebuscados simplesmente inexistem na fita e a relevância no conteúdo fica mesmo para as cenas de sexo, drogas, orgias e violência. O filme é uma adaptação para as telas do livro de Bret Easton Ellis, o mesmo escritor de American Psycho. Há inclusive uma interessante ligação entre as duas obras, já que Patrick e Sean Bateman, os perturbados personagens principais dos dois filmes, são irmãos no universo criado pelo autor! O longa é escrito e dirigido por Roger Avary, roteirista que criou diversas histórias ao lado de Quentin Tarantino enquanto ambos ainda trabalhavam numa videolocadora. A parceria dos dois gerou produções como Pulp Fiction - Tempo de violência, Cães de aluguel e Parceiros do crime, que Avary também dirigiu.
Aqui, cabe uma observação a respeito da influência do próprio Tarantino – e de “Pulp Fiction” em particular – no estilo de direção desenvolvido por Roger Avary. Talvez deslumbrado pelas brincadeiras metalinguísticas, truques de edição e narrativa fragmentada, que Tarantino soube usar com parcimônia no longa de 1994, Avary leva tudo isso às últimas consequências. Em Rules of Attraction o cineasta usa e abusa desses recursos.
Rules of Attraction é ambientado em meados dos anos 80 numa liberalíssima escola de artes. Nela, Sean Bateman curte ao máximo sua vida acadêmica. Traficante de drogas da faculdade, Sean vive se esquivando de uma dívida com o seu fornecedor, entra e sai de festas selvagens e transa com boa parte da população feminina do campus. Contudo, seu estilo de vida desregrado sofre um verdadeiro abalo quando ele começa a receber perfumados bilhetinhos de amor, que acredita serem de Lauren Hynde, a última virgem do local.Lauren está só esperando seu namorado voltar de uma viagem pela Europa para finalmente entregar-se a ele. Enquanto isso, para desviar sua mente das tentações da carne e de potenciais traições, ela folheia freneticamente um livro ilustrado de doenças venéreas, capaz de acabar com qualquer apetite sexual. Apesar do amor pelo namorado, Lauren tem uma forte atração por Sean. Contudo, não está sozinha. Sua colega de quarto, Lara, o amigo Paul Denton - atualmente explorando sua bissexualidade - e até a cantineira da escola também estão atrás do bad boy. Enfim, uma anti-comédia romântica, na qual todos os personagens são desprezíveis e assustadoramente verdadeiros.
Do ponto de vista técnico, o filme - regado ao rock/pop dos anos 80 - também é um deleite. A fita começa do final, rebobina (literalmente!), segue um caminho, rebobina outra vez, segue outro personagem, divide a tela em quadros que se fundem e surpreende até no último segundo, quando começam os créditos na ordem inversa, depois de uma embasbacante seqüência final. Uma produção para quem não tem medo de encarar uma comédia adolescente pouco convencional, Rules of Attraction é tida por muita gente como a melhor produção assinada por Avary. E o filme já vem com legendas em português (é claro!):

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domingo, 26 de abril de 2009

Carnivàle (2003-2005)

Carnivàle é uma série norte-americana de terror e fantasia exibida originalmente pela HBO. A série teve sua estréia em 14 de setembro de 2003, e conta com apenas duas temporadas.
Mesmo com os apelos de inúmeros fãs, a série teve seu fim prematuramente decretado em 2005. Não caiu no gosto popular norte-americano. Não tinha audiência necessária que agradasse aos patrocinadores. Não tinha gente famosa, bonita e descolada. Enfim, não era a fórmula convencional de séries HBO. Mas com o tempo Carnivàle adquiriu notoriedade e vem sendo cultuada pela sua originalidade, conceito, roteiro, figurino, fotografia (brilhantes) e edição.
Criada por Daniel Knauf, Carnivàle é um circo com atrações freakshow e parque de diversões itinerante rodeado de mistérios, que percorre os territórios desertos dos Estados Unidos durante a grande depressão de 1934. Narra simultaneamente as histórias de um prisioneiro fugitivo com poderes milagrosos que se agrega ao circo e a do pastor Justin Crowe, a quem é misteriosamente ligado. Esta série é sobre os estranhos fenômenos conduzidos pelos dois personagens. Pouco a pouco, o mistério de cada personagem se desenrola e os fatos levam em direção a um grande conflito entre o Bem e o Mal que está apenas prestes a começar.
A série começa com as sequintes palavras: "Antes do início, depois da grande guerra entre o Céu e o Inferno, Deus criou a Terra e a entregou ao ardiloso macaco chamado homem. E a cada geração nascia uma criatura de luz e uma criatura de trevas. E grandes exércitos se digladiaram na noite da antiga guerra entre o bem e o mal. Era um tempo de magia, nobreza e inimaginável crueldade. E foi assim até o dia em que um falso sol explodiu sobre Trinity, e o homem trocou para sempre a magia pela razão."
O projeto original, segundo se sabe, era composto de 6 temporadas, e cada duas temporadas representavam um "livro" (de um total de 3 livros). Assim as duas primeiras temporadas varrem o ano de 1934 narrando a trajetória do circo de aberrações Carnivàle e o projeto religioso de Justin Crowe. O segundo livro vai dos anos 1939-1940, e o terceiro livro cuida dos anos 1944-1945. Os livros restantes narram fatos que culminariam na explosão das primeiras bombas atômicas, quando se encerra efetivamente a saga...daí porque no início da série se fala sobre "o falso sol explodindo sobre Trinity" e isto pondo fim a uma era de magia. Trinity foi um projeto de teste da bomba atômica realizado no Novo México, nos EUA, e se deu em 1945 pouco antes do ataque a Nagasaki.
Carnivàle é uma das mais fantásticas produções já realizadas para a TV. Tem também uma excelente trilha sonora e um elenco de atores excelentes, que dão o tom perfeito para a assustadora história, cheia de magia e fantasia, particularmente misteriosa e bela. A série tem muitas cenas de nudez e o teor das histórias é bastante adulto.
Realmente, de longe é uma série que prende o espectador. Carnivàle é uma série conhecida por poucos, mas que realmente é fantástica. Você já deve ter visto várias batalhas entre o Bem e o Mal, mas nada igual a isso.
E as duas temporadas completas com legendas em português estão logo abaixo:

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sábado, 25 de abril de 2009

Communion (1989)

Este filme vale pela interpretação magistral do ator Cristhopher Walken na pele do abduzido Whitley Strieber. Communion (ou Estranhos Visitantes no Brasil) é baseado no bestseller de mesmo nome (de 1986) e narra uma das mais impressionantes histórias já relatadas: as experiências do famoso escritor americano com visitantes de um outro mundo. Como eles o encontraram, onde o levaram, o que fizeram com ele e por quê?
No dia 26 de dezembro de 1985, Strieber, sua mulher Anne, o filho Andrew e os amigos Alex e Sara vão para o seu chalé, isolado nas montanhas ao norte do Estado de Nova York. Quando chegam presenciam o aparecimento de uma série de fenômenos - como luzes brancas brilhantes - e ouvem estranhos ruídos. Strieber tem um sonho; na manhã seguinte descobre que sua esposa, filho e amigos tiveram o mesmo sonho. Assustados decidem, rapidamente, retornar à cidade...O escritor está deprimido pois não consegue dar início ao seu próximo livro. A família acredita que ele está sofrendo alucinações e o convence a procurar um psicanalista para tentar esclarecer as confusões em sua mente. Com a ajuda de sessões de hipnose, descobre que as experiências que o vem assombrando possivelmente são causadas por encontros com seres de outros planetas, dando forma a algum tipo de conexão espiritual.
Esta é uma história verdadeira ou Strieber, autor bem-sucedido de dezenas de livros de suspense e terror confundiu fantasia com realidade? Você vai poder tirar suas próprias conclusões assistindo o filme ou lendo o livro. Vale ressaltar que, cético, Whitley Strieber sempre atribuíra visões de Ufos e de seres extraterrestres a percepções mal compreendidas ou alucinações. Mas agora - surpreendido - ele crê que seu contato não parece ser o tipo de intercâmbio claro e aberto que nós esperamos. Os visitantes querem muito mais. Eles procuram o que há de mais íntimo em nossa alma: Communion.
Absolutamente imperdível. Em tempo: A música-tema do filme é interpretada por Eric Clapton. Strieber atuou como co-produtor, escreveu o roteiro e teve seu amigo Phillipe Mora na direção para garantir que nada sairia fora do texto original. Outro livro de Strieber, "Fome de Viver", também virou filme. Curiosidade: Após o sucesso de Communion foi realizado um documentário, "Encounters of the Fourth Kind", em que testemunhas de abdução descrevem suas experiências. Para quem gosta do tema, é um ótimo filme. E você encontra o torresmo aqui, com legendas em português!

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sexta-feira, 24 de abril de 2009

Alien Abduction: Incident in Lake County (1998)

Trata-se de uma produção televisiva de 1998 nos moldes de A Bruxa de Blair, Cloverfield e [REC]. Foi realizada com orçamento baixíssimo, mas apesar disso Alien Abduction: Incident in Lake County assusta de verdade.
O filme, um semi-documentário sobre uma câmera/fita de vídeo que foi encontrada por um policial dias depois de uma família ter sido aterrorizada por aliens em sua casa isolada, surpreende positivamente. No enredo, após um aparente blecaute na noite do Dia de Ação de Graças, os irmãos Matthew, Tommy, Brian e Kurt, por farra e até mesmo por curiosidade, vão investigar o motivo da escuridão: estranhas explosões em um pequeno transformador de energia elétrica à beira da floresta, o que em tese teria gerado o apagão. Como a família McPherson mora em um local afastado no estado de Montana, há matas, bosques e casas muito distantes umas das outras naquele condado, Lake County. Detalhe crucial: um deles, que deseja ser um diretor de video clipes, não larga a filmadora de video por nada, filma tudo com ela.
Em meio às explosões estranhas do transformador, localizado no alto de um poste, o videomaker descobre algo na mata à esquerda, algo que parecia ser um OVNI atrás de umas árvores, aterrissado. Momentos depois, descobrem que há “ocupantes” perambulando perto do objeto, seres que parecem molestar algumas vacas da propriedade vizinha. A partir daí os irmãos acabam avistados pelas criaturas… Meus amigos, é ver para crer - e se divertir bastante. E até sentir uns calafrios! Qual seria o destino dos membros da família na casa próxima, que também incluía esposas e namoradas? É incrível o que um bom diretor, no caso o premiado Dean Alioto (que até faz uma ponta), pode fazer com pouca grana, com luz e, principalmente, com a ausência dela. E sempre, como ensinou nosso mestre Hitchcock há algumas décadas, utilizando mais sugestão e menos exposição. A fita é apresentada como algo genuíno, que realmente teria acontecido, e essa “aura” de mistério, regada com depoimentos de “especialistas” que assistiram à mesma previamente, deixa o filme ainda mais saboroso. E saiu antes do filme da bruxa! Em seu lançamento, em 1998, causou até furor no meio Ufológico, principalmente quando souberam que o autor havia se inspirado em fatos reais acontecidos com uma família americana. E ainda se tornou mais curiosa, a partir do momento que surgiram videos na internet que poderiam ter servido de inspiração para Alien Abduction - Incident in Lake County. Falam a respeito de um video de uma família comemorando um aniversário e até uma produção japonesa de 1984!!!
Infelizmente Alien Abduction não foi lançado em VHS ou DVD, só se pode assistí-lo através de download.
Para uma experiência mais legal, apague as luzes e assista sozinho! Aliás, os diretores de A Bruxa de Blair e de Cloverfield deviam ter visto este filme antes de realizarem os seus… Iam chorar como crianças quando percebessem como Alien Abduction é muito melhor e custou bem menos dólares.
E o filme está aí, com legendas em português:

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