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quinta-feira, 8 de janeiro de 2009

The Fountain (2006)

The Fountain é um filme difícil de explicar. Em última análise é uma simples história de amor. Mas é muito mais do que isso. The Fountain é profundamente espiritual e transcendentemente belo. Um filme especial. E surreal. Um lindo poema sobre o amor entre duas pessoas e a aceitação da morte como parte da evolução e da vida.
O protagonista percorre três tempos numa jornada em busca da vida eterna. No primeiro, ele é Tom Creo, um explorador espanhol que, tentando salvar o reino da rainha Isabel, embrenha-se na selva e encara uma tribo para ter acesso a uma árvore que, dizem, é a resposta para a vida eterna. A história é contada por meio da leitura de um livro no tempo presente por Tommy, um médico que busca numa árvore sul-americana um remédio para curar a doença da qual padece sua mulher, Izzi. No tempo futuro, o personagem tenta lidar com as memórias ao lado de Izzi. Portanto, não há viagens no tempo, mas sim histórias paralelas que focam essa jornada do protagonista e seu medo da morte. Tão belamente representada pelo mito Maia da estrela moribunda que abriga os mortos.
Do diretor Darren Aronofsky, dos aclamados Pi e Requiem para um Sonho, Fonte da Vida é um filme especial. O projeto passou por muitas dificuldades antes de virar realidade, e só aconteceu devido à insistência do cineasta.
As cores, as imagens, os personagens, a ciência, o significado buscado, a mensagem objetiva e recorrente da obra, as questões fundamentais da vida nos momentos mais triviais (e nos mais críticos), o amor e a imortalidade se encontram numa atmosfera lírica e dramática de encher os olhos, a cabeça e, principalmente, o coração. Ainda que não seja literal e óbvio, é bonito e profundamente tocante. Um chamado à vida.
E essa linda obra está aí com legendas em português!

torrent

sábado, 3 de janeiro de 2009

Requiem For a Dream (2000)

Requiem para um Sonho é um filme duro, na verdadeira acepção da palavra. É um murro no estômago, uma experiência de vida. É um filme prodigioso na forma como foi escrito, filmado, montado e interpretado. Uma odisséia ao mundo das drogas, e das suas consequências. Uma experiência bruta que tem o seu clímax no final arrepiante. Neste grande momento, não conseguimos desviar os olhos daquilo que vemos. Somos completamente hipnotizados pela força e rapidez das imagens e pelo crescente de uma música que se tornou uma referência pela sua capacidade dramática.
Uma visão frenética, perturbada e única sobre pessoas que vivem em desespero e ao mesmo tempo cheio de sonhos. Harry Goldfarb e Marion Silver formam um casal apaixonado, que tem como sonho montar um pequeno negócio e viverem felizes para sempre. Porém, ambos são viciados em heroína, o que faz com que repetidamente Harry penhore a televisão de sua mãe para conseguir dinheiro. Já Sara, mãe de Harry, é viciada em assistir programas de TV. Até que um dia recebe um convite para participar do seu show favorito, o "Tappy Tibbons Show", que é transmitido para todo o país. Para poder vestir seu vestido predileto, Sara começa a tomar pílulas de emagrecimento, receitadas por seu médico. Só que, aos poucos, Sara começa a tomar cada vez mais pílulas até se tornar uma viciada neste medicamento.
Requiem for a Dream é um dos filmes mais pertubadores sobre o mundo dos “junkies”, ou seja, dos viciados (seja em heroína ou pura e simplesmente em comprimidos medicinais) já feitos. Darren Aronofsky realiza, assim, uma obra completamente soberba e dependente do seu grafismo e banda sonora. Cada imagem e cada som é exemplarmente bem tratado e transformado num momento de beleza indiscutível. Em termos técnicos, nada falha a este filme.
Mais um filme imperdível! E pra vocês, já com as legendas em português...

terça-feira, 30 de dezembro de 2008

Pi (1998)

Primeiro filme do diretor Darren Aronofsky (Réquiem para um Sonho, Fonte da Vida), conta com um design de produção interessantíssimo para uma mísera receita de 60.000 dólares (!).
Pi (realizado em preto e branco) relata a incessante demanda do jovem matemático Max Cohen pelo padrão universal que rege a natureza. O gênio de Max é contrabalançeado pela sua fobia social e por constantes ataques de dores de cabeça e alucinações para os quais recorre frequentemente ao uso de drogas médicas. A única pessoa com quem se relaciona mais proximamente é Sol, um matemático há algum tempo afastado dos números.
Eventualmente Max descobre com a ajuda de um super computador que construiu em sua casa um número de 216 dígitos que parece conter o segredo da padronização da natureza. Contudo, a sua descoberta atrai demasiadas atenções em Wall Street e na comunidade Judaica, que querem utilizar a descoberta para descobrir padrões comportamentais da Bolsa e desvendar o verdadeiro nome de Deus, codificado no Torah.
A capacidade do realizador em envolver o espectador no filme, e em particular no interior da cabeça do protagonista, é fantástica, quase transferindo as obsessões da personagem para nós próprios. Isso faz com que o filme -que é sem dúvida perturbador -não se afaste do espectador, pois este se tornará também obcecado por descobrir o segredo por trás daqueles 216 algarismos. A temática da matemática, que pode a princípio parecer aborrecida para o público, torna-se interessante e fácil de acompanhar mesmo por quem não entende nada desta ciência.
Esse é clássico!!! E as clássicas legendas vêm junto de lambuja!