Die Welle, chamado de A Onda no Brasil e de The Wave internacionalmente, é uma excelente produção alemã dirigida por Dennis Gansel que tem nota 7,5 no IMDb.Rainer Wenger é um daqueles professores modernos que todos os alunos gostam: com sua camiseta da banda punk Ramones, planeja ministrar o tema anarquia durante a semana de disciplinas eletivas. Porém, a diretora acaba por lhe dar um tema diferente do combinado e agora ele terá que lecionar o tema autocracia (forma de governo na qual um único homem detém o poder supremo). Como forma de improviso, o professor decide dar uma aula diferente do convencional.
O professor começa então a realizar ações com os alunos que visam estabelecer um vínculo maior entre eles, como marchar no mesmo ritmo, sempre levantar para falar com o professor, chamar o professor sempre de senhor, usar uniforme, etc… Aqueles alunos que não tinham interesse nas aulas, que tinham ligações com seus grupos, com suas preferências específicas e suas identidades, começam a levar a sério esta proposta. Em pouco tempo, é criado um movimento denominado Die Welle, que faz com que os jovens criem um espírito de grupo que elimina as diferenças entre eles. A iniciativa traz uma série de benefícios, como uma maior aplicação dos alunos ao estudo e uma melhora significativa nas notas; um aluno que era discriminado anteriormente, quando entra para o movimento encontra um meio de se socializar e ser aceito pelos outros. A própria diretora da escola, impressionada com as mudanças, apoia o movimento. Mas a coisa vai longe demais...
Fortemente inspirado na experiência The Third Wave, de Ron Jones, Die Welle é um dos grandes filmes da nova safra de bons filmes alemães do momento. Como a maior parte dos filmes europeus, ele não é desproposital. Por trás de sua excelente história, temos uma excelente mensagem a respeito do nazismo. A experiência de Ron James, anteriormente, virou um romance, um curta metragem de 1981 para a televisão, no canal ABC, e agora este sensacional filme. Die Welle segue a risca a história descrita por James, cujos elementos do filme de 81 estão todos presentes, a não ser o final, que é arrebatador e fantástico nesta nova versão. Esta adaptação realizada pelo cinema alemão é quase um filme pedagógico, que faz com que a chamada responsabilidade histórica que os alemães possuem em relação ao Holocausto seja repensada e discutida. Um filme sobre a psicologia das massas: a escola aparece então como um microcosmo da Alemanha nazista, ou de qualquer nação sob o viés totalitário.
Die Welle mostra mais uma vez que os melhores filmes no quesito conteúdo se encontram ainda na Europa. O cinema europeu consegue retratar bem certos assuntos diferentes, que envolvem o cotidiano mas ao mesmo tempo mantém um certo clima surpreendente. O modo como o tema ditadura é abordado é impressionante. Enfim, vale a pena assistir e se chocar com Die Welle, que deixa um alerta: o que aconteceu em nosso passado não é impeditivo para que aconteça novamente.
Quer assistir a esse filmaço com legendas em português? Então fique à vontade...
Anos atrás, quando era apenas uma criança, Maco Gutierrez sobreviveu a um trágico assalto que culminou no covarde assassinato de seus pais e no estupro do seu irmão caçula que, por consequência, acabou ficando com um grave distúrbio psicológico, vivendo em estado quase catatônico em um hospital psiquiátrico. No presente, Maco treina seu corpo e mente através de rigorosos exercícios físicos, artes marciais, dieta balanceada e auto-disciplina como forma de dominar sua própria agressividade e garantir que ele nunca mais seja vítima de ninguém, o que acaba sendo bastante útil no seu emprego como segurança de uma boate onde tem que lidar com clientes malas e um chefe escroto. Tudo muda quando durante uma corrida matinal, Maco presencia um assalto a uma residência e decide intervir. Primeiro ele nocauteia um assaltante e se apodera da sua máscara. Dentro da casa, Maco domina, com as mãos nuas, o resto dos bandidos facilmente e salva uma jovem que estava prestes a ser estuprada e sua família. Acontece que a tal jovem é Carol Valdivieso, uma repórter que passa a promover seu benfeitor no telejornal como um super-herói. Ironicamente, as notícias sobre o misterioso vigilante influenciam positivamente no estado mental do irmão de Maco, que passa a considerar seriamente a prosseguir em sua carreira heróica. Depois de um cuidadoso planejamento, Maco estréia nas ruas de Santiago como Mirageman, protetor dos fracos e oprimidos. Mas será que no mundo cínico e cruel de hoje apenas boas intenções podem fazer a diferença?
13 Game Sayawng, conhecido internacionalmente como 13 Beloved e como 13 Desafios no Brasil, é um thriller psicológico tailandês. Teve orçamento de apenas 400.000 dólares. Phuchit Puengnathong, ou simplesmente Chit, é um vendedor. Mora na cidade de Bangkok há algum tempo, e como não tem namorada (a última o deixou há alguns meses), a única coisa útil que faz é trabalhar, até que chega um dia em que tudo dá errado. Depois de ter sido passado para trás por um dos vendedores da sua empresa, ser demitido, ter seu carro guinchado e receber uma carta do banco relatando uma dívida de 80000 bahts, ele se sente o pior ser humano da face da Terra. Mas isto tudo está para mudar quando ele recebe um misterioso telefonema com uma oferta irrecusável. Se ele completar 13 desafios, ele receberá 100 milhões e ajeitará a sua vida para sempre. Só que ele não sabe quais são estes desafios. Mesmo assim ele aceita a proposta e a competição começa…

Eden Lake, chamado no Brasil de Sem Saída, é dirigido por James Watkins. Dos mesmos produtores de 
O talentoso ator Bill Paxton estreou na direção com um perturbador thriller de horror que trata de insanidade e o mal interior do Homem. Frailty (ou A Mão do Diabo no Brasil) entrou em cartaz nos cinemas brasileiros em novembro de 2002, com um roteiro assustador do estreante Brent Hanley.


Depois de uma passagem pelo oriente, o terror parece ter encontrado seu lugar na Europa. O cinema de horror francês é atualmente um dos mais violentos e perturbadores, com filmes tensos e carregados de gore em roteiros que prendem a atenção e que, principalmente, ficam na memória do espectador. Há alguns anos tem exportado uma leva de filmes não recomendados para quem tem coração fraco e estômago sensível, como Haute Tension, 
A pretexto de buscar a sua própria felicidade, uma mãe pode abandonar seus quatro filhos?
Groove (A Festa Rave, no Brasil) é o trabalho de estréia do diretor Greg Harrison, exibido no Festival de Sundance de 2000.
Anklaget é um drama dinamarquês que conta a história de Henrik e Nina Christofferson. Eles aparentemente são uma família normal que vive feliz. Mas eles têm um problema. Sua filha de 14 anos, Stine, é problemática e atravessa uma fase difícil, se isolando de todos cada vez mais. O que parece típica birra de aborrescente toma um rumo sinistro quando a psicóloga da escola chama as autoridades para prender Henrik: Stine o acusou de tê-la abusado sexualmente, e o leva até a Justiça por isso, fazendo sua família entrar em profunda crise. Henrik poderia ter feito mesmo aquilo? Culpado ou não, de toda forma ele já tem sua reputação, sua moral e sua vida destruídas. E mesmo tentando uma reconciliação, um lado negativo da família foi exposto de forma definitiva.

Spring, Summer, Fall, Winter... and Spring, do diretor sul-coreano Kim Ki-Duk, é fantástico, um filme de takes longos, uma fotografia excepcional. Um filme com pouquíssimos diálogos, tendo nos olhares, gestos e situações, a residência do necessário para que você extraia a mensagem. O filme conta a história de um velho monge budista e seu aluno. Conforme as estações do ano passam, a vida prossegue seu ritmo natural chocando-se com as tradições e ensinamentos, de uma forma ou outra, toda a natureza demonstrará-se em sua potência e beleza, compondo uma belíssima meditação sobre a vida, a morte e a harmonia.