terça-feira, 3 de fevereiro de 2009

Ong-Bak (2003)

Sem fios. Sem dublês.
Uma aldeia tailandesa entra em crise quando, durante a celebração de festividades locais, Don, antigo habitante da povoação, rouba a cabeça de Ong Bak — uma estátua de Buda. Tim, atleta especialista em boxe Muay Thai, parte para Bangkok à procura de Don e da relíquia, onde tenta obter a ajuda de outro conterrâneo, George e de uma jovem chamada Peng. George tem pouco amor às memórias da terra natal e evita Tim, até perceber que pode ganhar alguma coisa com as suas extraordinárias capacidades atléticas. No rasto do ladrão, o protagonista envolve-se em combates ilegais que gerem quantias astronómicas em apostas.
Mas esqueça a história da sinopse. História? Para que? Romance? Que perda de tempo! O lance é ser pancadaria pura! Para não perder o hábito, tem aquele personagem que funciona como comic relief e segue todos os estereótipos comuns em filmes de ação. Vocês devem estar se perguntando, “peraí, se tudo é comum, o que faz deste filme especial”? Resumindo: Tony Jaa.
O que impressiona é o estilo de luta. Não é nada que se tenha visto tanto no cinema americano como no de Hong Kong. A força aplicada nos golpes é supreendente! Além de seu conhecimento de artes marciais, Tony Jaa também é um verdadeiro acrobata, pulando por cima de carros (e passando por baixo, deslizando fazendo um spacatto), dando mortais enquanto luta, tudo sem qualquer utilização de cabos. Isso dá ao personagem um realismo acima do “mundo comum”, não que seja impossível fazer o que acontece na tela (tanto que é feito) mas é tão espetacular que você acaba se perguntando não como ele faz isso mas e sim fica abismado com a elasticidade dele. O fato de não usar cabos como no filme Matrix, por exemplo, corrobora o ar de veracidade pois realmente todos os movimentos de ação são reais e foram feitos na frente na câmera, sem qualquer efeito especial.
Muito do atrativo de se assistir Ong-Bak é similar ao atrativo de se ir ao circo. As lutas são deliciosamente reais, mas ainda trazem consigo uma carga de fantástico, devido à toda a coreografia. Contrapondo a violência das lutas com o pueril de seu roteiro, Ong-Bak é belíssimo entretenimento e bem acessível para todos. Te dá vontade de tentar saltar sobre um carro em movimento, então Srs. Pais, mantenham seus filhos longe.
Ação de primeira qualidade, com golpes como você nunca viu. E você pode ver aqui, com legendas em português!

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Um comentário:

Elton disse...

Lembra do jovem Chan? do Jovem Li? e até do jovem Lee? Agora você vai ver quem é o herdeiro natural desses caras, e ele não é da China. E não luta Kung-fu